terça-feira, 23 de junho de 2015

Islândia!!! 10 razões para visitar o país 'mais pacífico do mundo'

O Índice de Paz Global de 2014, que cobre 162 países - 99,6% da população mundial - classificou a Islândia como o país mais pacífico do mundo.


Geologicamente, a Islândia é uma zona ainda particularmente recente do nosso planeta, pelo que a natureza continua a empregar toda a sua criatividade para gerar, ali, paisagens vulcânicas e glaciares sem paralelo. Como se tal não bastasse, é ainda a terra de Trolls e de Elfos, de cantores e de contadores de histórias, de noites e de dias sem fim, de auroras boreais e de céus dramáticos, de montanhas coloridas e de praias monocromáticas, de fogo e de gelo.
Tal como um ser vivo, este é um país que se transforma a cada minuto e em cada nova visita, oferecendo renovados motivos para continuar a explorar o seu território, sempre revestido pelo doce travo do mistério e do desconhecido. Visitar a Islândia é mais do que uma viagem no espaço é, sobretudo, uma viagem no tempo, para uma era em que os humanos ainda não pisavam a terra. É o passado no presente. É o futuro ainda em construção.
Em face de características tão singulares, não faltam motivos para tornar este país num destino absolutamente obrigatório, emergindo dez razões que vão para lá da ponta do iceberg, todas elas concretizáveis a uma distância aceitável da capital, Reiquiavique.

01 - Auroras boreais





Também conhecidas por "luzes do norte", as auroras boreais são um dos espetáculos da natureza que mais facilmente eriçam os pelos e fazem pele de galinha não só quando aparecem, mas também quando são relembradas por toda a vida. Provocadas pelo impacto de partículas de vento solar canalizadas pelo campo magnético terrestre com a alta atmosfera do nosso planeta, as auroras boreais são esquivas, misteriosas e dançam em tons de verde, nas noites estreladas, sobretudo entre outubro e março.
Sugestão: Para ver auroras boreais, é preciso ficar longe da poluição luminosa das cidades, algo que se consegue facilmente conduzindo cerca de 40 minutos para fora de Reiquiavique, nomeadamemte na estrada que leva a Selfoss ou ao aeroporto em Keflavik, ambos a 50 km da capital.

02 - Cavernas de gelo



A Islândia é a residência do maior glaciar da Europa, o Vatnajökull, um colosso de gelo milenar capaz de rasgar montanhas e abrir vales. Nas suas extremidades, surgem fendas que são um portal para as suas entranhas, criando palácios de gelo translúcido e retroiluminado pelo mundo exterior. No interior destas grutas de gelo, visitáveis apenas no inverno, todos os adjetivos congelam e a nossa respiração surge espantada, num ténue exalar de vapor.
Sugestão: Um dos melhores locais para visitar as grutas de gelo é o parque de Skaftafell, onde se encontra o glaciar Vatnajökull, a cerca de 330 km da capital. Por razões de segurança, é imperativo contratar um guia local.

03 - Frio, mas não muito



Quando o próprio nome do país implica os conceitos de "terra" e "gelo", rapidamente se forma, no nosso imaginário, uma espécie de arca congeladora. No entanto, mesmo no inverno e, sobretudo, na imensamente bela costa sul, as águas quentes que provêm da corrente do golfo impedem que se registem temperaturas negativas extremas. Há dias em que faz mais frio na serra da Estrela. A grande vantagem, na Islândia, são as imensas piscinas naturais a céu aberto, de água termal a 40 graus.
Sugestão: Quando se viaja no inverno, e para evitar condições climatéricas extremas, o melhor é rumar para leste, sempre pela estrada N1. Percorrem-se, assim, cerca de 500 km pela orla sul da ilha, para aceder às mais famosas cascatas, às praias perto de Vik, ao parque de Skaftafell e à lagoa glaciar de Jökulsárlón.

04 - Língua



Apesar da nossa famigerada capacidade e vontade de falar línguas estrangeiras, é um verdadeiro desafio tentar pronunciar algo em islandês uma língua que é um autêntico... trava línguas. Aquando da erupção do vulcão eyjafjallajökull, que se pronuncia AY-yahfyad-layer-kuh-tel sem demorar mais do que um segundo, os meios de comunicação descobriram como era difícil dar notícias sobre o principal protagonista da maior paralisação da aviação europeia. Mas esse acaba por ser também um dos encantos para o visitante.
Sugestão: Qualquer local ou situação será boa para treinar islandês e, visto que a maioria da população fala inglês fluentemente, todo o processo se torna mais fácil para quem tiver noções mínimas desta última língua.

05 - Cavalo islandês



A raça é extremamente protegida e percebese porquê. Apesar de a sua estatura não ser muito imponente, possui uma rara beleza com as suas crinas longas e esvoaçantes, por vezes loiras como o cabelo dos cavaleiros islandeses. Adicionalmente, estes cavalos são capazes de um passo rápido em que o cavaleiro praticamente não oscila verticalmente na sela bom para as costas, além de impressionar a mestria envolvida.
Sugestão: Seguindo pela estrada N1, desde Reiquiavique, quer pelo Sul, quer para Norte, não será preciso percorrer mais do que 100 km para encontrar quintas com cavalos islandeses, afáveis e curiosos acerca de quem aparece para os apreciar.

06 -  Cascatas



A Islândia detém a coroa, no que diz respeito à quantidade e variedade de cascatas. A Detifoss possui o maior caudal da Europa; a Seljalandsfoss pode ser apreciada por trás das águas; a Skógafoss parece ter dois arco-íris residentes; e a gullfoss rasga um vale, numa queda em múltiplas plataformas. Verdejantes no verão e alvas no inverno, mostram a capacidade que a paisagem islandesa tem de se metamorfosear ao sabor das diferentes estações do ano.
Sugestão: Caso esteja com o tempo contado, aposte nas cascatas mais próximas da capital: Gulfoss (a 113 km), Seljalandsfoss (a 126 km) e Skógafoss (a 153 km) No verão e com mais tempo, as incríveis Godafoss (a 435), Aldeyjarfoss (a 475 km) e Detifoss (a 552 km) merecem uma visita.

07 - Terra de geisers



O geiser que deu nome a todos os demais existentes na Terra Geysir já não está ativo, algo que se atribui aos regulares tremores de terra e erupções vulcânicas. Ainda assim, a apenas 100 metros, reside o Strokkur, o geiser mais regular e fiável do planeta, expelindo jatos de água fervente, a mais de 20 m de altura, em intervalos médios de quatro minutos. Com sorte, pode assistir-se a uma dupla ou tripla erupção, caprichosamente, quando se está quase a virar costas.
Sugestão: Visitar o geiser faz parte do que os islandeses chamam o triângulo dourado, que inclui uma paragem na cascata Gullfoss e na falha tectónica de Pingvellir, um percurso de 278 Km, com saída e chegada no mesmo dia a Reiquiavique

08 - Lendas e mitos



Todos os países têm as suas lendas e os seus mitos, cuja narrativa vai passando de geração em geração. A diferença é que a maioria dos islandeses acredita piamente em "seres-quenão-podem-ser-vistos", como os Troll ou os elfos, sendo impressionante ver o brilho nos seus olhos quando contam histórias fantásticas em catadupa, algumas delas vividas na "primeira pessoa".
Sugestão: Quanto mais longe se estiver da capital, maior a probabilidade de encontrar habitantes de vilas locais ou agricultores, os quais são uma fonte inesgotável de boas histórias, sobretudo quando quebrado o gelo inicial.

09 - Solstício de verão



No Hemisfério Norte, pelas 10 e 51 do dia 21 junho de 2014, ocorrerá o dia mais longo do ano. em Portugal, pode significar apenas isso, mas, nas regiões do norte da Islândia, nomeadamente nas que já ficam inseridas na região do Círculo polar ártico, tal implica que não existe noite, fazendo com que o pôr do Sol se funda com o seu nascer.
Sugestão: Viajar até à península de Vatnsnes (300 km) não só nos coloca paredes meias com o Círculo Polar Ártico, como permite observar peculiares formações rochosas no mar, muitas delas, segundo rezam as lendas, Trolls petrificados ao entrar em contacto com a luz solar.

10 -  Mergulho



A ideia de mergulhar num país como a Islândia pode arrepiar o aventureiro mais intrépido. Contudo, quando se tem em consideração que o mergulho ocorre numa falha tectónica e que as águas glaciares filtradas pelas rochas conferem uma visibilidade ímpar, então, andar de barbatanas sobre a neve invernal parecerá um excelente plano, sobretudo quando se está munido de um fato apropriado.

Sugestão: O local de eleição é o Parque Nacional de Pingvellir (52 km), mas será preciso contar com instrutor de mergulho especializado, normalmente contratado em Reiquiavique.



Fonte: VISÃO

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